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Jornal Portugues Australia 16/02/21

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PORTUGUESE NEWSPAPER AUSTRALIA MAGAZINE weekly Digital Edition N 1468 Jornal Portugu s Ter a feira 16 02 21 Austr lia magazine Portuguese R dio Pty Ltd T as Jornal Portugu s ABN 61 092 909 987 ACN 092 909 987 Scott Morrison ordena inqu rito de cultura de trabalho no Parlamento ap s o alegado estupro de Brittany Higgins escrit rios na verdade aqueles que trabalham na Galeria e podem fazer o que fazemos neste lugar um privil gio E devemos ser capazes de realizar esse importante trabalho com seguran a N o deve haver um ambiente onde uma jovem possa se encontrar em uma situa o t o vulner vel Isso n o est certo O News com au divulgou ontem a hist ria explosiva sobre o alegado estupro no Parlamento Ocorreu na madrugada de 23 de mar o de 2019 poucas semanas antes de o primeiro ministro Scott Morrison convocar a elei o em 10 de abril de 2019 A Sra Higgins tinha apenas 24 anos na poca do incidente e apenas meses em seu emprego dos sonhos de trabalhar no parlamento Depois de uma noite de bebedeira com colegas ela alega que foi agredida em seu pr prio escrit rio por outro funcion rio liberal que segundo ela foi considerado uma estrela em ascens o no partido Ela se lembra do homem comprando muitas rodadas de bebidas no evento antes de ser sugerido que ele morava na mesma dire o e que seu t xi poderia deix la em casa no caminho Em vez disso ele a levou para a Casa do Parlamento onde o funcion rio liberal a registrou pois ela n o tinha seu passe de seguran a Scott Morrison exigiu uma investiga o sobre a cultura do local de trabalho no Parlamento ap s o alegado estupro de Brittany Higgins depois que sua esposa lhe disse para agir A ex funcion ria liberal Brittany Higgins falou com Lisa Wilkinson no The Project sobre sua prova o Scott Morrison ofereceu um pedido de desculpas pessoal a Brittany Higgins por seu alegado estupro no Parlamento revelando que sua esposa o incentivou a tomar medidas mais firmes O primeiro ministro anunciou que vai estabelecer uma investiga o sobre a cultura do local de trabalho no Parlamento Ele tamb m revelou que sua pr pria esposa Jenny Morrison o incentivou a pensar sobre a quest o como pai de duas filhas Jenny e eu conversamos ontem noite e ela me disse Voc tem que pensar sobre isso como um pai primeiro O que voc gostaria que acontecesse se fossem nossas meninas Jenny tem um jeito de esclarecer as coisas Sempre foi E ent o enquanto eu refletia sobre isso durante a noite e ouvi Brittany e o que ela tinha a dizer h algumas coisas que precisamos abordar A primeira delas que me abala ainda nos dias de hoje que uma jovem possa se encontrar na situa o vulner vel em que estava N o o que ela est fazendo E temos que fazer mais seja neste local de trabalho ou em qualquer outro local de trabalho no pa s para garantir que as pessoas possam trabalhar com seguran a em seu local de trabalho e estar em seu melhor e fazer o que foi feito para fazer esse trabalho Brittany falou sobre ser o emprego dos seus sonhos Todos n s somos privilegiados sejam membros do Parlamento as pessoas que trabalham em nossos Ela come ou a se sentir mal e deitou no sof Foi ent o que ela afirma que acordou com o funcion rio liberal fazendo sexo com ela Morrison disse que iria identificar maneiras de melhorar os padr es H uma s rie de coisas que podemos fazer imediatamente e falarei sobre isso em nosso sal o de festas hoje disse ele A primeira delas que devemos continuar a tratar do meio ambiente deste lugar Parlamento Agora creio que nos ltimos anos desde que isso ocorreu houve mudan as e melhorias Mas n o sou ing nuo o suficiente para pensar e n o acho que nenhum de voc s seja ou qualquer outra pessoa neste lugar seja ing nua o suficiente para pensar que essa n o uma posi o de vulnerabilidade que ainda pode ocorrer seja aqui ou francamente em tantos outros locais de trabalho em todo o pa s Ent o espero que a liga o de Brittany seja um despertar para todos n s desse ponto de vista O primeiro ministro tamb m revelou que n o ficou feliz ao descobrir que a ministra da Defesa Linda Reynolds n o lhe contava sobre o alegado estupro h dois anos O Sr Morrison disse que ficou angustiado ao ouvir o relato da Sra Higgins de estar traumatizada

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2 Jornal Portugu s 16 02 21 Noticias Governo agradece ajuda m dica francesa Fran a disponibilizou uma m dica e tr s enfermeiras que v o ajudar na presta o de cuidados intensivos no Hospital Garcia de Orta em Almada O Secret rio de Estado Adjunto e da Sa de Ant nio Lacerda Sales agradeceu esta segunda feira a ajuda m dica disponibilizada pelo governo franc s a Portugal Em nome do Governo portugu s um agradecimento profundo ao governo franc s por esta colabora o e por esta coopera o que de facto um sinal bem vivo de uma Europa bem viva e bem solid ria disse o governante na cerim nia de rece o equipa m dica francesa no Garcia de Orta Tudo faremos neste contexto para aliviar aquilo que a press o ao n vel das unidades de cuidados intensivos E dizer vos que de facto foi uma rea onde muito temos investido onde relembro t nhamos no in cio de mar o cerca de 1 142 ventiladores e temos hoje mais de 2 000 ventiladores T nhamos em 2012 um r cio de 4 2 camas por 100 mil habitantes temos hoje um r cio no final de dezembro de 9 4 camas por 100 mil habitantes Mais do que duplic mos destacou salientando ainda o esfor o do executivo portugu s na contrata o de m dicos intensivistas 48 no ano passado e mais 47 desde o in cio deste ano A equipa m dica francesa que durante 15 dias vai trabalhar no Garcia de Orta composta por tr s enfermeiras e uma m dica do servi o de sa de dos bombeiros franceses Viemos de v rias regi es de Fran a temos participado em v rias miss es internacionais sanit rias mas tamb m em Fran a em miss es covid e desastres naturais com grande satisfa o que apresentamos a nossa ajuda e o nosso contributo equipa do Dr Antero Vale Fernandes nesta crise de sa de que tamb m vivemos em Fran a Esperamos poder alivi lo na sua carga de trabalho em colabora o com as suas equipas Agradecemos a sua confian a e o seu acolhimento disse a enfermeira francesa lusodescendente Sandra Fleury Tamb m a embaixadora de Fran a em Portugal Florence Mangin que esteve presente na cerim nia agradeceu ao Governo portugu s por ter aceitado a proposta francesa de coopera o m dica neste momento dif cil frisando que esta uma iniciativa de solidariedade muito natural entre dois pa ses como a Fran a e Portugal que t m uma forte liga o de amizade

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Jornal Portugu s 16 02 21 3 Vamos SER COVIDSAFE juntos Todos n s temos de continuar fazendo escolhas COVIDSafe para ajudar a impedir a dissemina o Mantenha distanciamento f sico em espa os p blicos Use uma m scara quando necess rio Pratique boa higiene Proteja os outros e fique em casa se voc n o se sentir bem Se tiver sintomas de resfriado ou gripe fa a o teste de COVID 19 Tenha o COVIDSafe app Vamos continuar a nos mantermos seguros juntos Visite health gov au para mais informa es ou ligue para o National Coronavirus Helpline no 1800 020 080 Para servi os de tradu o e interpreta o ligue para 131 450 Autorizado pelo Governo Australiano Camberra

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4 Jornal Portugu s 16 02 21 NOTICIAS CDS defende vacina o de todos os bombeiros Para Francisco Rodrigues dos Santos os bombeiros t m sido um instrumento fundamental para vencer a pandemia e t m estado altamente expostos a infe es nomeadamente atrav s do transporte de doentes com Covid 19 altamente expostos a infe es nomeadamente atrav s do transporte de doentes com Covid 19 e isso n o aconteceu O Governo preferiu passar a bola para o lado dos comandantes das corpora es obrigando os a escolher 50 dos profissionais que iriam ser vacinados nesta primeira fase afirmou O presidente do CDS PP Francisco Rodrigues dos Santos defendeu a vacina o de todos os bombeiros considerando que estes j deviam ter sido inseridos na primeira fase do plano de vacina o mas o Governo preferiu passar a bola para o lado dos comandantes das corpora es obrigando os a escolher metade dos profissionais a vacinar Em declara es aos jornalistas ap s uma visita aos Bombeiros Volunt rios de Ponte de Lima o l der centrista afirmou que o primeiro crit rio de escolha que o Governo apresentou foi a interven o em atividade pr hospitalar Ora neste caso s o rigorosamente todos os bombeiros disse Os bombeiros j deviam ter sido inseridos na primeira fase do plano de vacina o porque est o Num pa s onde se v que as sobras s o utilizadas sem qualquer tipo de crit rio para o dono do caf para as pessoas mais pr ximas dos edif cios onde feita a vacina o entendemos que os nossos bombeiros devem ser tratados com dignidade e protegidos Por isso a vacina o tem de ser acelerada n o para 50 mas para a totalidade dos corpos de bombeiros sustentou Para Francisco Rodrigues dos Santos os bombeiros t m sido um instrumento fundamental para vencer a pandemia e por estarem dispon veis em todas as a es de socorro e aux lio s popula es para que esta pandemia n o tenha contornos mais dram ticos

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MUNDO Jornal Portugu s 16 02 21 5 Tribunal de Contas d luz verde expans o do Metro de Lisboa O contrato do Lote 2 assinado a 22 de setembro de 2020 tem um prazo global de execu o de 960 dias contados a partir da data de consigna o J o Lote 3 assinado a 3 de novembro de 2020 tem um prazo de 698 dias O Tribunal de Contas deu luz verde expans o do metro de Lisboa emitindo pr vios favor veis aos contratos dos lotes 2 e 3 do plano de expans o para prolongamento das linhas Amarela e Verde Os contratos referentes execu o das empreitadas de projeto e constru o dos Lotes 2 e 3 do Plano de Expans o do Metropolitano de Lisboa Prolongamento das Linhas Amarela e Verde Rato Cais do Sodr receberam vistos pr vios favor veis por parte do Tribunal de Contas anunciou esta segunda feira o Metropolitano de Lisboa O contrato do Lote 2 assinado a 22 de setembro de 2020 tem um prazo global de execu o de 960 dias contados a partir da data de consigna o l se no comunicado J o Lote 3 assinado a 3 de novembro de 2020 tem um prazo de 698 dias O Lote 2 relativo execu o dos toscos entre a nova esta o de Santos e o terminal da esta o Cais do Sodr tem um valor 73 5 milh es de euros e ser da responsabilidade do cons rcio constitu do pela Mota Engil Engenharia e Constru o SA e Spie Batignolles International Sucursal em Portugal Enquanto o contrato do Lote 3 que diz respeito constru o dos toscos acabamentos e sistemas para a constru o de dois novos viadutos sobre a Rua Cipriano Dourado e sobre a Av Padre Cruz na zona do Campo Grande tem um valor de 19 4 milh es de euros e ser da responsabilidade das agrupadas Teixeira Duarte Engenharia e Constru es S A SOMAFEL Engenharia e Obras Ferrovi rias SA As adjudica es relativas a estas empreitadas ocorreram no estrito cumprimento e respeito pelo regime fixado no C digo dos Contratos P blicos decorridos os prazos legais e a tramita o subsequente legalmente estabelecida informa a empresa Ser agora enviado Dire o Geral do Patrim nio Cultural um pedido de autoriza o para trabalhos arqueol gicos para a realiza o das sondagens de diagn stico para o tro o previsto no Lote 2 Prev se realizar tr s sondagens arqueol gicas na zona da Esta o Santos na Avenida D Carlos I e na zona do aterro da Boavista sendo que os trabalhos devem ocorrer no primeiro semestre de 2021 J no Lote 3 o contrato ter desenvolvimento com a implementa o do plano de sondagens complementares de suporte ao projeto de execu o no mbito da fase inicial de conce o dos trabalhos contratados Relativamente ao Lote 1 execu o dos toscos entre o t rmino da Esta o Rato e a Esta o Santos j em execu o o Metropolitano avan a que este se encontra em fase de sondagens arqueol gicas No total o investimento previsto para esta fase de expans o do Metropolitano de Lisboa de 210 2 milh es de euros cofinanciado em 127 2 milh es de euros pelo Fundo Ambiental e em 83 milh es de euros pelo Fundo de Coes o atrav s do POSEUR Programa Operacional de Sustentabilidade e Efici ncia no Uso de Recursos

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6 Jornal Portugu s 16 02 21 NOTICIAS EUA Trump escapa ileso de segunda destitui o e promete regresso Senado ficou apenas a 10 votos de aprovar o impeachment do ex Presidente Donald Trump O ex Presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi absolvido pelo Senado das acusa es de ter incitado a invas o ao Capit lio no passado dia 6 de janeiro naquele que foi o seu segundo processo de impeachment O Senado necessitava de uma aprova o de pelo menos dois ter os 67 votos para aprovar a destitui o de Trump mas o processo acabou por morrer na praia por apenas 10 votos uma vez que a vota o final recolheu 57 votos a favor inclusive o voto de sete republicanos e 43 contra O resultado deste processo n o uma surpresa diversos analistas j tinham previsto que Trump ia escapar novamente ileso do impeachment e revela que o fantasma do ex Presidente ainda paira sobre o partido republicano Apesar de se ter mantido em sil ncio durante o processo o ex Presidente insinuou em comunicado que este n o seria o fim da sua carreira pol tica Esta foi mais uma fase da maior ca a s bruxas da hist ria do nosso pa s pode ler se no comunicado citado pela ABC News O nosso movimento hist rico patri tico e belo para tornar a Am rica grande outra vez ainda agora come ou Contradi o de McConnell e divis o republicana Face ao resultado do impeachment o l der minorit rio do Senado o republicano Mitch McConnell outrora um dos mais importantes apoiantes de Trump teve palavras bastante duras para o ex Presidente acusando o de ser praticamente e moralmente respons vel pelo ataque ao Capit lio A multid o agiu desta forma porque foram alimentados com falsas esperan as pelo homem mais poderoso do mundo que estava furioso por ter perdido as elei es disse McConnell citado pelo Guardian minutos depois de ter votado contra a sua destitui o O republicano justificou a atitude contradit ria explicando que o Senado n o devia servir como tribunal moral e que n o devia julgar Trump uma vez que este j n o estava em fun es no entanto n o afastou a hip tese de reabrir o caso O Presidente Trump ainda respons vel por tudo que fez enquanto estava no cargo recordou McConnell Ele n o se safou de nada ainda A l der da C mara dos Representantes Nancy Pelosi criticou McConnell e as suas desculpas e acusou os republicanos que n o votaram contra Trump de serem cobardes com medo de perder o seu emprego E acrescentou A recusa dos outros senadores republicanos em responsabilizar Trump por despoletar uma violenta insurrei o devido sua vontade de se manter no poder vai ser recordada como um dos dias mais sombrios e desonrosos da hist ria da nossa na o

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7 Jornal Portugu s 16 02 21 NOTICIAS Rio de Janeiro suspende campanha de imuniza o por falta de vacinas O Rio de Janeiro tornou se a primeira cidade no Brasil a confirmar oficialmente a interrup o da vacina o por falta de imunizantes algo para que alguns governos regionais e municipais v m alertando h dias O Rio de Janeiro uma das cidades mais afetadas pela pandemia de covid 19 no Brasil vai suspender provisoriamente a campanha de imuniza o a partir de quarta feira por falta de vacinas anunciou o prefeito O an ncio foi feito nesta segunda feira pelo presidente da c mara da cidade Eduardo Paes Recebi a not cia de que n o chegaram novas doses Teremos de interromper nossa campanha Hoje vamos vacinar pessoas at 84 anos e na ter a feira maiores de 83 anos disse Paes numa mensagem publicada nas redes sociais J vacin mos 244 852 pessoas e estamos prontos para continuar a campanha de imuniza o mas precisamos que a vacina chegue Um novo lote s deve chegar do Instituto Butantan na pr xima semana acrescentou O Rio de Janeiro tornou se a primeira cidade no Brasil a confirmar oficialmente a interrup o da vacina o por falta de imunizantes algo para que alguns governos regionais e municipais v m alertando h dias A suspens o da campanha de vacina o ocorre num momento em que o Brasil enfrenta uma segunda onda da pandemia de covid 19 com uma m dia de mortes acima de 1 050 por dia pelo s timo dia consecutivo

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NOTICIAS Jornal Portugu s 16 02 21 8 Fake News O outro v rus que a pandemia alastrou nas nossas vidas As not cias falsas n o s o uma novidade mas a pandemia permitiu a ascens o do fen meno em Portugal Uma m o cheia de grupos negacionistas da covid 19 produzem teorias da conspira o que depois se espalham pelas redes sociais atrav s de milhares de seguidores Quem s o estas pessoas Porque o fazem E que perigos representam A hist ria ao jeito de anedota j passou pela boca e ouvidos de toda a gente um indiv duo conduz em contram o numa autoestrada e pelo autorr dio escuta uma not cia inquietante h um carro que segue naquela via em sentido contr rio Um S o todos grita o condutor E hoje conduzir em contram o numa autoestrada est ao alcance de um simples clique As fake news ou not cias falsas n o s o uma realidade recente Em tempos de guerra e outras crises a propaganda sempre existiu O contexto da pandemia tornou se por m terreno f rtil para as pessoas e grupos que se dedicam produ o e dissemina o de desinforma o boleia de uma opini o contracorrente a mensagem que difundem conquistou nesta fase mais e maior visibilidade principalmente atrav s das redes sociais mas tamb m dos rg os de comunica o social convencionais muitas vezes ref ns do crit rio que por regra dita em primeiro lugar o interesse jornal stico a novidade Os negacionistas da covid 19 utilizam as redes sociais como caixa de resson ncia nesse universo digital que se dedicam a divulgar alegadas verdades inconvenientes atrav s de textos e v deos publicados di ria e sucessivamente e ininterruptamente Uma torrente de dados muitas vezes sem liga o outras descontextualizados alguns contradit rios quase sempre d bios As fontes utilizadas s o as mais variadas estudos cient ficos marginais testemunhos pessoais de insatisfa o v deos que exaltam a contesta o social e a revolta ou at mesmo opini es de um n mero reduzido de personalidades p blicas alinhadas com estas posi es Muito poucos destes protagonistas quase nenhuns t m todavia forma o acad mica ou profissional ligada rea da Medicina Ainda assim assumem se detentores de uma verdade que a esmagadora maioria opta por ignorar E anunciam teorias da conspira o que utilizam para justificar o que se passa no mundo garantindo que a covid 19 e as medidas dos governos escala global para combat la t m na verdade origem e finalidade obscuras assim usando este registo e discurso que estas pessoas e grupos arrastam milhares de seguidores que por sua vez assumem a fun o sempre volunt ria mas nem sempre consciente de espalhar os conte dos atrav s de milh es de partilhas ou visualiza es A ideia n o exclusiva do nosso pa s Na Europa o fen meno faz se sentir sobretudo em Espanha e It lia Mas na realidade este problema est espalhado pelos quatro cantos do mundo Um relat rio recente da revista m dica brit nica The Lancet conclui que nesta fase 31 milh es de pessoas em todo o mundo seguem grupos antivacina no Facebook e h 17 milh es de pessoas que subscrevem canais no Youtube semelhantes Quem s o as pessoas que dedicam grande parte do seu dia a dia sen o todo a produzir fake news Quem s os as pessoas fi is seguidoras que se dedicam a partilhar not cias falsas E por fim como funciona o fen meno por dentro Quem s o E porque o fazem As conclus es s o sobejamente conhecidas No interior dos grupos negacionistas o n mero de pessoas que produzem not cias falsas e teorias da conspira o relacionadas com a pandemia de apenas 1 Ou pouco mais que isso Por sua vez o n mero de pessoas que partilha essa desinforma o est estimado nos restantes 99 Ou seja as not cias falsas t m origem num conjunto de pessoas muito reduzido incomparavelmente mais pequeno do que aquelas que vai alcan ar naquilo que um fen meno de rastilho A desinforma o dispara e normalmente s travada pelas pr prias redes sociais mas apenas quando s o identificadas as consequ ncias reais e graves da publica o materialmente identificadas como aconteceu aquando da invas o do Capit lio nos Estados Unidos Mas quem afinal este 1 Gustavo Cardoso professor catedr tico no Instituto Superior de Ci ncias do Trabalho e da Empresa Instituto Universit rio de Lisboa ISCTE IUL diretor do Observat rio da Comunica o OberCom e coordenador do MediaLab do ISCTE garante ao i que estas pessoas que produzem fake news t m sempre um determinado objetivo E acreditam verdadeiramente naquilo que est o a fazer Ou porque julgam estar a ser teis aos outros ou porque simplesmente acreditam que fazendo o que fazem est o mais perto de alcan ar o seu objetivo seja profissional financeiro ou pol tico acrescenta Al m das motiva es pr ticas o acad mico n o esquece igualmente a pr pria din mica das redes sociais onde o fen meno nasce E nomeadamente um pecado capital que determina o in cio ou a continuidade destas a es a vaidade Estas pessoas procuram essencialmente valida o social E as redes sociais vieram precisamente alterar o conceito de valor social e a no o de celebridade Desde que surgiram passou a julgar se que as pessoas s o c lebres por serem vistas e n o por aquilo que fazem ou s o essa a din mica das redes sociais o objetivo sermos vistos e ouvidos pelo maior n mero de pessoas ganhando popularidade Seguindo esta l gica estas pessoas e grupos n o est o preocupados se as informa es que produzem s o verdadeiras ou falsas Para elas o importante somente chamar a aten o diz Gustavo Cardoso E quem s o ent o os restantes 99 Porque acreditam e sobretudo partilham fake news Daniela Nogueira psic loga cl nica e psicoterapeuta explica ao i aquilo que considera ser um fen meno social complexo que tende a aumentar exponencialmente perante momentos de grande incerteza e imprevisibilidade como o que estamos a viver Daniela Nogueira esclarece que n o poss vel definir um padr o para descrever negacionistas e que ao contr rio do que as pr prias pessoas pensam acreditar em not cias falsas tem muito mais a ver com o cora o do que com a cabe a E na maior parte das vezes apenas uma forma de lutar contra o desconhecido o medo e a tristeza Todos os seres humanos t m uma necessidade de encontrar explica es para o que nos acontece isso permitenos construir uma narrativa que d coer ncia nossa identidade Perante um acontecimento desconhecido e imprevis vel as emo es que emergem habitualmente s o o medo e a tristeza e a forma como respondemos para diminuir o desconforto suscitado por n o conseguir arranjar explica es para o que est a acontecer ser pela aceita o de informa o mesmo que falsa pois d nos uma sensa o de seguran a e de algum controlo da situa o Est assim aberto o caminho para o desenvolvimento das fake news e teorias da conspira o que no contexto da pandemia atual nunca antes experienciado torna nos a todos potenciais alvos e potenciais disseminadores de not cias falsas N o existem tipos de pessoas que acreditam e outras que n o acreditam pois as emo es s o universais descreve Ora as not cias falsas mostram assim um caminho alternativo ainda que infundado onde identificam as alegadas amea as e as contrariam permitindo assim aumentar a perce o de controlo que foi abalada afirma Al m disto a psic loga cl nica e psicoterapeuta alerta que socialmente tendemos a atribuir responsabilidade de acontecimentos negativos aos outros como forma de neutraliza o da amea a o que nos ajuda a manter uma imagem positiva de n s pr prios e do seu grupo de perten a e as culpas s o atribu das aos outros e no seio destes grupos a opini o cristaliza se mesmo que muito distante da realidade Os casos portugueses Durante semanas o i passou dezenas de horas a visitar e acompanhar pessoas e grupos que se dedicam a negar a pandemia nas redes sociais Neste universo as vers es da realidade s o alternativas Os n meros de infetados e mortos por covid 19 s o falsos ou desvalorizados e muitas vezes at ridicularizados A mensagem questiona sem exce o a gravidade da doen a e as medidas de confinamento aplicadas pelo Governo para trav la Os outros problemas sociais e de sa de s o por regra mais valorizados e a pandemia n o tem impacto no incremento de nenhum Aos argumentos j referidos somam se ainda exemplos de presum veis Eldorados A estrat gia usada pela Su cia para combater a pandemia frequentemente mencionada e exaltada Embora normalmente sem que a informa o chegue completa Por exemplo na semana passada no mesmo dia em que o Governo sueco anunciou a redu o para metade dos lugares em comboios e autocarros para prevenir a propaga o do novo coronav rus antes das f rias de Carnaval e da P scoa v rias destas pessoas e grupos continuaram a publicar v deos e artigos do suposto milagre que se vive naquele pa s E nesse mesmo dia enquanto Anders Tegnell epidemiologista chefe da Ag ncia de Sa de P blica sueca confirmava que se deve evitar juntar muitas pessoas v rios destes grupos insistam no apelo desobedi ncia civil e ao regresso normalidade em Portugal O i selecionou quatro projetos que atuam no Facebook e Youtube com dezenas de milhares de seguidores cada e milh es de visitas semanais muitas vezes das mesmas pessoas M dicos pela Verdade entretanto suspenso no passado dia 8 Quero Emigrar Not cias de Portugal ex Jornalistas pela Verdade e o blogue e canal do ativista Jo o Tilly Contactados pelo nosso jornal todos foram un nimes em distanciar se de motiva es ideol gicas ou liga es pol tico partid rias alegando por outro lado que o trabalho realizado visa apenas o bem maior de informar e esclarecer a popula o Sobre a pandemia de covid 19 mas tamb m sobre a alegada corrup o que grassa no pa s A mensagem pol tica e a oposi o ao Governo de Ant nio Costa s o por m omnipresentes

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9 Jornal Portugu s 16 02 21 Em 2013 Alfredo Rodrigues criou o projeto Quero Emigrar no Facebook com o objetivo de dar a conhecer a sua experi ncia e a de outros emigrantes portugueses Mas pouco depois a miss o alterou se radicalmente depois de despertar para a corrup o end mica vigente no nosso pa s O projeto passou a abordar esta tem tica no sentido de dar aos restantes cidad os portugueses informa es que lhes permitissem chegar s suas pr prias conclus es atrav s das suas pr prias investiga es Portanto em jeito de resumo no fundo este projeto Quero Emigrar pretende despertar consci ncias atrav s de informa es dif ceis de obter nos grandes media em hor rio nobre Alfredo Rodrigues desdobra se em v deos e entrevistas para negar a gravidade da pandemia e em simult neo aumentar o volume das cr ticas ao Governo e s autoridades de sa de O Quero Emigrar tornou se espa o para o pensamento contracorrente Foi precisamente numa destas entrevistas ao m dico negacionista Gabriel Branco que surgiu a ideia de se dar um novo passo criar o movimento M dicos pela Verdade no qual Alfredo Rodrigues assumiu o papel de coordenador de conte dos com o objetivo de partilhar desinforma o sobre a covid 19 E neste caso o mediatismo foi enorme Margarida Gomes de Oliveira rosto dos M dicos pela Verdade entretanto alvo de um processo disciplinar e suspensa por seis meses pela Ordem dos M dicos pena ainda pass vel de recurso e por isso por executar afirma ao i que o projeto n o nem nunca foi pol tico e as ideologias dos seus membros s o diversas abrangendo todo o espetro desde a esquerda direita Se existem ou n o filia es partid rias entre n s n o importante pois esse nunca foi um quesito para a admiss o A nossa motiva o c vica cient fica e cl nica nunca foi pol tica embora o desenrolar dos acontecimentos cada vez tenha menos a ver com ci ncia A respons vel rejeita o ep tome de negacionista considerando o at ofensivo e injusto Consideramos a designa o ofensiva pois at dia 20 de mar o de 2020 negacionistas eram todos os que negavam o holocausto nos quais jamais nos inclu mos E consideramos esta designa o injusta e de m ndole embora pare a ter vindo para ficar no l xico mundial o que nos parece mais um sinal de qu o doente est a sociedade quando na falta de argumentos adjetiva aqueles que n o compreende n o tem grandeza para aceitar ou n o NOTICIAS tem conhecimento nem sabedoria para refutar diz acrescentando ainda que a forma como a maioria reagiu ao movimento permitiu lhe refletir que para al m da sociedade tamb m a democracia est doente Embora n o o admitam abertamente as pessoas e grupos de fake news que pululam pelas redes sociais t m normalmente liga es mais pr ximas do que aquilo que revelam Outro exemplo o projeto de Jo o Tilly professor ativista pol tico l der da distrital de Viseu do Chega de Andr Ventura e prof cuo produtor de v deos de propaganda no Youtube Neste caso o registo de combate e den ncia totais contra o regime socialista que designa de socialcorrupto Acusado de ser uma voz da extrema direita portuguesa Tilly rejeita N o leio cr ticas nenhumas a meu respeito Aqui n o h extrema direita nenhuma H uma convic o profunda de que Portugal tem sido destru do e delapidado pela autodenominada esquerda dos compadrios nepotismo e neg cios de milh es que de esquerda nada tem Portugal tem sido empobrecido pela esquerda apoiada pela extrema esquerda igualmente anacr nica e sem sentido numa Europa desenvolvida no s culo XXI N o existe extrema esquerda em lado nenhum na Europa exceto em Portugal e Espanha Qual delas a pior e mais degradante A esquerda n ufraga da hist ria necessita agarrar se a bandeiras por ela pr pria fabricadas como o racismo e a confus o de sexos para n o ser exterminada pela intelig ncia do s culo XXI afirma O di logo adota este registo exclusivamente A pandemia e a gest o da mesma apenas mais um argumento para atacar A culpa das redes sociais Aquilo que falso mentira inverdade o que n o aut ntico tamb m alimenta o funcionamento do sistema As pr prias empresas lucram com estes fen menos explica ao i Gustavo Cardoso De acordo com a revista The Lancet os conte do das pessoas e dos grupos de not cias falsas valem algo como mil milh es de d lares de receita anual para as empresas que det m as principais redes sociais Perante os lucros Facebook e outras t m sido brandas O que se tem visto que s quando h a es reais que efetivamente h uma rea o e uma a o por parte destas empresas Apenas ap s a invas o do Capit lio nos Estados Unidos depois de morrerem pessoas que as redes sociais como o Twitter o Facebook ou o Youtube decidiram reagir bloqueando as contas de Donald Trump e de um conjunto de pessoas e grupos que difundiam mensagens e teorias conspirativas Isto autenticamente viver no fio da navalha deixando que as coisas avancem at este ponto diz o professor Gustavo Cardoso acredita que o futuro imediato representa um desafio para as redes sociais E o seu compromisso com a sociedade ter de ser inevitavelmente assumido de forma diferente do que foi at aqui a responsabilidade pelos conte dos que as plataformas albergam tem de ser assumido Temos de encontrar um mecanismo para adaptar este sistema dos media Hoje as redes sociais s o demasiado grandes e por isso vai ser necess rios os Estados ajudarem neste controlo claro que temos de salvaguardar as liberdades e garantias mas ao mesmo tempo temos de encontrar a m dio prazo ferramentas que nos permitam travar alguns fen menos que prejudicam o grupo Temos de impedir a divulga o de desinforma o que pode provocar que aconte am coisas muitas negativas como j se tem vindo a assistir J aprendemos a fazer isso com a televis o com a r dio e com os jornais e vamos certamente aprender a fazer isso com as redes sociais afirma Mas at onde pode ir a a o das redes sociais para travar estas pessoas e grupos O princ pio base a lei Tudo o que proibido por lei na vida real igualmente proibido por lei nas redes sociais A quest o que se tem colocado se nas redes sociais existem pessoas para identificar e depois punir quem infringe a lei diz o professor do ISCTEIUL A fechar o di logo Gustavo Cardoso deixa todavia uma mensagem de confian a pois embora o fen meno tenha alastrado com a pandemia continua ainda a merecer o estatuto de marginal verdade que h pessoas que produzem fake news mas tratase de um grupo ainda muito reduzido no quadro da popula o E isto tamb m vale para as pessoas que partilham esses conte dos Ao contr rio da democracia em que a valida o quantitativa nas redes sociais ela qualitativa Quem faz mais ru do parece que se encontra em maior n mero mas na realidade as coisas n o s o bem assim E enquanto n o percebermos isto vamos continuar muito preocupados O problema aparenta ser grande mas na realidade n o assim tanto As centenas de milhares de likes ou de visualiza es n o correspondem exatamente ao n mero real de pessoas conclui

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NOTICIAS Jornal Portugu s 16 02 21 10 Bill Gates resolver a pandemia muito muito f cil comparativamente com as altera es clim ticas Resolver as altera es clim ticas seria a coisa mais formid vel que a humanidade j fez considera o fundador da Microsoft O multimilion rio Bill Gates afirmou em declara es BBC sobre o lan amento do seu novo livro Como evitar um desastre clim tico que resolver as altera es clim ticas seria a coisa mais formid vel que a humanidade j fez e que acabar com a pandemia de covid 19 muito muito f cil comparativamente O livro um guia para lidar com o aquecimento e o fundador da Microsoft avisa que n o podemos desvalorizar o desafio da transi o clim tica N s nunca fizemos uma transi o como aquela que nos propomos fazer nos pr ximos 30 anos N o existe nenhum precedente disse Para o multimilion rio 51 mil milh es para zero s o dois n meros essenciais uma vez que 51 mil milh es representa o n mero de toneladas de gases com efeito de estufa que o mundo emite para a atmosfera anualmente J o zero representa as emiss es zero o objetivo final que devemos alcan ar e que significa cortar as emiss es para um patamar em que possam ser absorvidas em igual quantidade Este objetivo foi determinado pelo Acordo de Paris e a neutralidade carb nica dever ser atingida at 2050 Como tal Gates defende que ser essencial n o s plantar rvores que absorvem di xido de carbono nas suas folhas mas tamb m uma grande aposta na produ o de energias renov veis Na tica de Bill Gates aqui que a tecnologia desempenha um papel fundamental a energia solar e a e lica podem ajudar na descarboniza o da eletricidade mas isso representa apenas menos de 30 do total de emiss es Assim considera ser necess rio descarbonizar os outros 70 da economia global como o a o cimento produ o de fertilizantes sistemas de transportes etc No entanto ainda n o h uma tecnologia avan ada em v rios desses setores para proceder sua descarboniza o A resposta para Gates poder passar por uma interven o estatal preciso que se estabele am pre os para dar sinais ao setor privado que queremos produtos verdes sublinhou

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11 Jornal Portugues 16 02 21 ADVERTISING

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NOTICIAS Jornal Portugu s 16 02 21 12 Dom Luiz Lisboa Houve uma tentativa de esconder a guerra mas n o h mais como O bispo que deu o alarme para a trag dia em Cabo Delgado diz adeus Parte para o seu Brasil natal que vive uma onda neoconservadora Nos primeiros dias de 2020 j se ouviam rumores da trag dia em Cabo Delgado de grupos jiadistas que assolavam o norte da prov ncia massacrando gente e incendiando aldeias Mas tropas mo ambicanas selaram a regi o n o havia jornalista que conseguisse passar ouviam se apenas relatos isolados sempre com as autoridades a garantir que tudo n o passava de mero banditismo At que finalmente o bispo de Pemba dom Luiz Fernando Lisboa veio a p blico denunciar a escala da trag dia que uma mar de refugiados fugia de suas casas inundara a capital distrital e precisava de ajuda imediata J havia pelo menos 500 mortos na prov ncia garantiu o bispo cuja mensagem ressoou na imprensa internacional N o foi uma denuncia sem consequ ncias Da ltima vez que o i falou com Dom Luiz acusavam no de alarmismo bispo semeia dio acusava o jornal mo ambicano P blico que apelava sua expuls o do pa s desde ent o registaram se milhares de mortos com centenas de milhares de deslocados O sacerdote brasileiro que chegou a Pemba h vinte anos como mission rio nunca desarmou Deixa Mo ambique a pedido do Papa Francisco para Cachoeiro de Itapemirim em Esp rito Santo recebendo o t tulo de arcebispo Regressa ao Brasil onde cresceu onde enfrentou a ditadura militar que o chegou a prender numa poca de padres revoltosos e movimentos populares na Am rica Latina toda temos muitos m rtires desses tempos de militarismo lembra Dom Luiz Nota com alegria que sob a al ada do Papa Francisco a Igreja n o mais euroc ntrica mas lamenta reencontrar um Brasil em plena onda neoconservadora Volta com a consci ncia de ter feito o que podia fazer por Cabo Delgado sem nunca se impor aos costumes locais N s lembramos sempre aquele texto de Mois s quando Deus lhe diz Cuidado tire as sand lias porque essa terra santa diz o mission rio Quando vamos em miss o vamos para dialogar n o para transportar ideias da nossa igreja de origem Ap s tantos anos em Pemba qu o dif cil vai ser a despedida uma sensa o um pouco de dor porque eu amo muito aquele povo e sempre quis ser mission rio em frica Mas tamb m saio com a tranquilidade que fiz aquilo que podia ter feito A nossa vida a miss o e miss o em qualquer lugar Voc vai e continua o trabalho Imagino que seja particularmente dif cil sair numa altura em que a prov ncia enfrenta tantas dificuldades em que h uma insurrei o terrorista Sim um pouco complicado Mas todos os mission rios e mission rias em Pemba procuram dar o m ximo de si a ajudar as pessoas que est o deslocadas naquela guerra Ent o o bispo sai vem outro e os mission rios e mission rias continuam a seguir Pode dizer se que foi das primeiras vozes a expor o que se vivia na prov ncia At denunciar o que se vivia falava se muito menos da situa o Sente orgulho nesse papel de chamar a aten o internacional para o conflito em Cabo Delgado Na verdade a voz da Igreja sempre esteve presente N s nunca deix mos de falar E isso ajudou a chamar a aten o a despertar Mo ambique e algumas pessoas noutras partes do mundo Penso que esse o trabalho da Igreja Ser voz daqueles que n o t m voz fazer a sua parte na constru o de um mundo melhor Da ltima vez que fal mos foi logo ap s fazer esse apelo e recordo me que houve uma oposi o muito dura de meios de comunica o mo ambicanos as pr prias autoridades n o ficaram satisfeitas que se soubesse o que se passava na prov ncia Imagino que tenha sido uma altura complicada Sim Houve de certa forma uma tentativa de negar ou de esconder a guerra Mas chegou a um ponto que n o era poss vel mais esconder a guerra n o h mais como porque est escancarada E foi muito muito importante a palavra e o trabalho do Santo Padre ao aproximar se mais de Mo ambique ao falar connosco ao mandar mensagens ao telefonar para n s ao colaborar Ele acabou escancarando a guerra e provocando mais pessoas a ajudar a n o serem indiferentes a Cabo Delgado Imagino que nos seus ltimos anos em Pemba subitamente a sua atividade tenha deixado de poder ser apenas pastoral Passou a focar se no apoio mar de gente que chegava cidade Sim mas isso tamb m pastoral Esse o trabalho da Igreja A Igreja Jesus ele pregava mas tamb m ele curava os doentes dava p o para quem tinha fome Ent o pessoas que acham uma coisa especial quando a Igreja faz um trabalho social quando a Igreja fala a verdade Jesus fazia tudo isso Quer dizer evangelizar n o s pregar a palavra de Deus A palavra de Deus se prega tamb m com atitudes concretas Quando havia uma multid o seguindo Jesus ele disse aos disc pulos Dai v s mesmos de comer a essa gente E com os disc pulos ele ensinou a multid o a repartir E houve p o e sobrou e todo o mundo comeu Eu penso que n s precisamos de ajudar a sociedade hoje a repartir mais Se houvesse mais partilha ningu m passaria fome Se houvesse mais recursos ningu m morreria mesmo agora nesta situa o de vacinas N o e justo que os pa ses mais ricos corram a vacinar todo o mundo e deixem frica e outros lugares para ultimo S o pessoas que importam preciso que haja essa fraternidade maior que n s nos preocupemos uns com os outros Do seu tempo em Pemba o que guarda com maior orgulho S o muitas coisas Mas ultimamente vemos uma coisa muito bonita que a capacidade que os pobres t m de se ajudar uns aos outros Vi fam lias muito pobres recebendo mais uma duas ou at tr s fam lias Fam lias que t m t o pouco mas tiveram a coragem de repartir o teto o quintal as panelas a comida a roupa Os moradores de Cabo Delgado s o um grande exemplo de fraternidade acolhimento e compaix o para todo o mundo Isso deve estimularnos a todos a aceitarmos o convite do Papa Francisco que escreveu na sua ltima carta enc clica todos somos irm os Todos somos respons veis uns pelos outros devemos ajudar nos mutuamente N o pode haver uma pessoa sobretudo um crist o que v Igreja que ouve a palavra de Deus comungue que n o ajude o seu pr ximo Esse n o crist o Isso nos ajuda a n o sermos indiferentes Em que momento que sentiu que Cabo Delgado precisava de ajuda Ao longo do tempo como foi vendo a situa o da insurrei o a escalar Desde que moro em Cabo Delgado desde 2001 percebo a necessidade de ajuda Porque a Igreja do terceiro mundo em frica e noutros lugares ela tem um trabalho social muito forte Porque n o poss vel evangelizar quem est de barriga vazia Por isso que Jesus fez a multiplica o dos p es N s j ped amos ajuda mas chegou a um momento quando come ou a guerra que v amos que precis vamos ainda mais de apoio Porque as pessoas come avam a ser despejadas das suas aldeias queimavam as suas casas e n s n o t nhamos como acolher essas fam lias A come mos a falar a pedir ajuda e as ajudas come aram a chegar gra as a Deus N s recebemos um bom volume de ajudas para ajudar bastante gente e ainda continuamos a precisar Porque a guerra n o acabou e mesmo que a guerra acabe para reconstruir a vida daquelas pessoas vai levar muito tempo Onde estiver tentarei ajudar Cabo Delgado Quando olha para Pemba em 2021 e recorda Pemba em 2001 que grandes diferen as v Vejo um povo mais pobre do que antes infelizmente Embora se tenha conseguido algumas coisas tenha havido escolas constru das mais um ou outro hospital aquele um povo mais empobrecido por falta de pol ticas p blicas e ultimamente por causa da guerra Ou seja uma tend ncia de antes do come o da insurrei o em 2017 uma coisa que vem de tr s sim Aquilo que vejo que n s estamos sofrendo o perigo de uma nova coloniza o As grandes empresas as grandes multinacionais chegam e expulsam as pessoas das suas terras Muitas vezes n o d o qualquer apoio emprego ou forma o para as popula es locais Enfim s o tantas coisas que t m acontecido h um desgaste do meio ambiente uma invas o predat ria Tudo isso empobrece a popula o e o pa s infelizmente Sempre que fal mos e noutras suas declara es imprensa reparei que tem sempre o cuidado de n o se referir guerra como uma insurrei o isl mica salientando que mu ulmanos est o a ser mortos pelos insurrectos tal como crist os V se uma preocupa o para fomentar a coexist ncia pac fica entre religi es Essa preocupa o quanto ao di logo entre religi es existe e uma das grandes quest es fundamentais como tem salientado o Papa Francisco Veja que ele tem ido ao encontro de muitos grandes l deres religiosos e vai agora novamente ao Iraque Porque a religi o muito importante no mundo todo Em Mo ambique n s nunca tivemos um problema entre religi es h uma boa conviv ncia h trabalho em conjunto A capa que tentam colocar na guerra como se fosse uma guerra religiosa n o verdadeira Podem usar o nome de Deus o nome de Al mas o que est por tr s disso s o interesses econ micos isso o principal Ou seja a tal segunda coloniza o de que me falou anteriormente Sim sim Por que acha que o Papa Francisco entendeu que fosse t o necess rio sair de Pemba sobretudo agora para regressar ao Brasil Talvez o Papa tenha algumas informa es que a gente n o tem E ele achou por bem tirar me neste momento Talvez seja porque quer que tenha outro tipo de experi ncia Acha que poder ter alguma a coisa a ver com o desagrado das autoridades mo ambicanas por ter denunciado o que se passava na prov ncia Olhe o Papa muito conhecedor muito esperto muito inteligente E com certeza que tem os seus

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13 Jornal Portugu s 16 02 21 NOTICIAS n o era verdade Em muitos momentos havia lutas comuns mas a Igreja sempre fez o seu papel no Brasil e sempre foi amea ada por causa disso Grandes pastores que ousaram levantar sua voz tiveram momentos de forte persegui o Pelo que sei houve per odos em que a posi o do Vaticano em rela o a esses padres que se insurgiam contra a ditadura militar foi d bia E at anos depois falou se da quest o da reparti o da arquidiocese de S o Paulo todo um conjunto de fen menos vistos como sendo feitos para enfraquecer a Teologia da Liberta o Assistiu a estes processos e a essas estas disputas Sim pass mos por tudo isso Mas isso sempre aconteceu na sociedade e tamb m na Igreja A Igreja feita tamb m de seres humanos H pessoas que acham que esse Papa foi assim outro foi assado um fez melhor que o outro isso sempre aconteceu E a mesma coisa nos encontros interdiocesanos com os bispos com as confer ncias entre episcopais normal motivos Eu fico tranquilo porque confio muito nele Na sua juventude como que lhe surgiu esta voca o mission ria Sempre tive muito interesse de ler relatos mission rios desde pequeno participei de uma igreja que tinha mission rios passionistas Isso me despertou essa vontade de ir para frica ajudar de procurar fazer alguma coisa de servir o pr ximo E pedi durante muitos anos para que Deus me desse essa oportunidade E Deus me deu Fiquei cerca de 20 anos trabalhando em frica Agora o Papa achou por bem que eu voltasse E como n s obedecemos sabemos que a miss o de Deus em qualquer lugar em que a gente esteja ent o volto tranquilo e sem nenhum problema Claro que estou triste por deixar Pemba Gostei muito de ter estado l e de ter servido aquele povo e de ter trabalhado junto Mas sou consciente que a minha miss o dentro da Igreja servir onde preciso onde a Igreja acha que tenho que estar Porqu a voca o t o particular por frica entre outros continentes Talvez porque sempre ouvimos falar que frica um continente muito sofrido Todos n s conhecemos a hist ria de frica ela foi colonizada foi repartida como se reparte um peda o de bolo um povo que teve o seu territ rio o seu espa o cultural retalhado N s v amos programas de TV aqui no Brasil onde passava o sofrimento na Eti pia noutros pa ses e isso chocava muito Se para alguns chocava s no mbito de ter pena para mim chocava e me estimulava Quero servir quero ajudar esse povo estar junto E depois estudando procurei entender melhor o contexto de frica e tudo o que aconteceu com essa divis o E tamb m ultimamente tenho entendido que frica passa por uma nova coloniza o com a explora o dos seus recursos Deu vontade de ir trabalhar l agrade o muito a Deus essa possibilidade N o posso deixar de reparar que cresceu num meio onde era muito forte a teologia da Liberta o com todo o nfase no apoio aos mais necessitados e na doutrina social da Igreja Imagino que esse meio o tenha influenciado bastante na sua miss o Com certeza me estimulou sempre estive muito ligado pastoral mais popular s comunidades eclesiais de base ao movimento nacional dos direitos humanos aqui no Brasil Estava junto na forma o do segundo centro de defesa dos direitos humanos trabalhei sempre na forma o de leigos teologia popular Isso me ajudou a ter abertura uma vis o diferente E me estimulou o desejo de ser um mission rio das gentes ou seja al m das fronteiras N o queria ficar naquela pastoral de conserva o apenas do dia a dia Queria fazer algo diferente que exigisse mais de mim Na sua juventude nos tempos da ditadura militar imagino que fossem tempos muito dif ceis para quem estava envolvido em a o social Sim no Brasil pass mos por esse per odo muito dif cil que desejo que nunca mais retorne Esse tempo dos militares no lugar indevido porque militar e pol tica lugar indevido e o Brasil sofreu muito com isso N s aqueles que trabalhavam com direitos humanos sofremos muito na Am rica Latina toda temos muitos m rtires desse tempo do militarismo Poderia pensar assim bom na Am rica Latina tamb m tem tanto problema no Brasil tem tanto problema vai para frica Mas na medida que eu fui entendendo a Igreja mission ria que onde quer que eu esteja sou Igreja estou junto do povo caminhando junto Nesse per odo negro da ditadura militar houve algum epis dio que o tenha marcado particularmente Aconteceram muitos epis dios Mas uma coisa normal infelizmente que aconteceu comigo que aconteceu com muitos militantes e ativistas pastoralistas foi ser preso num grande movimento popular por moradia A popula o estava a reclamar na frente de uma prefeitura diante das autoridades Estavam l milhares de pessoas e alguns padres dando apoio s comunidades Eram pessoas que foram despejadas n o tinham onde ir Ent o acamparam na frente de um pr dio p blico e ficaram ali durante muitos dias A pol cia estava sempre presente era violenta e tentava prender aqueles que eles achavam que eram l deres os cabe as N s n o ramos mas d vamos apoio Diz amos para o povo N s estamos com voc s a Igreja est com voc s Nessa altura fui preso mas era normal E s vezes tamb m sofria de amea as essas coisas todas S fiquei preso por algumas horas porque naquele tempo por volta de 1984 n s t nhamos um trabalho muito forte com advogados dos movimentos populares Imediatamente moveu se todo um trabalho de defesa o bispo que estava fora daquele local viajou e veio ao nosso encontro e em poucas horas n s fomos soltos Eu era um padre jovem mas o simb lico de colocar o padre no cambur como chamamos no Brasil a parte de tr s do carro da pol cia e algemar tudo isso para a pol cia naquela poca era um trunfo Mas n s ultrapass mos o pior disso mas era e continua sendo uma das situa es que enfrentam defensores dos direitos humanos Essa incompreens o e persegui o era normal Imagino que seja algo que o marcou profundamente Sim Uma pessoa n o podia dizer alguma coisa questionar porque era tachado de comunista baterneiro de tantas outras coisas Me lembro sempre de uma frase de Dom H lder C mara um grande profeta do Brasil que se Deus quiser brevemente ser santo Ele dizia Quando eu dou p o para os pobres me chamam de santo Mas quando eu pergunto porque que os pobres n o t m p o me chamam de comunista Ent o naquela poca voc dizer alguma coisas dizer a verdade questionar era visto como algu m perigoso E aliavam sempre isso teologia da liberta o s comunidades eclesiais de base aos sindicatos Para a pol cia e para os que estavam no poder era tudo uma coisa s O que Hoje em dia temos o Papa Francisco o primeiro Papa oriundo da Am rica Latina influenciado por tradi es relativamente progressistas Sente que h mais abertura dentro da Igreja para tradi es progressistas como as que floresciam no Brasil na sua juventude N o diria para posi es progressistas Penso que o Papa Francisco o Papa que este s culo precisava o Papa certo no lugar certo O pr prio Papa Bento disse na sua ren ncia que ele n o conseguia mais Ele n o conseguia ter respostas para este momento atual do mundo E o Papa Francisco tem tido respostas muito claras e corajosas E faz com toda a tranquilidade n o perde sono Esse encontro que tive com ele em dezembro foi muito bonito Cheguei a dizer para ele assim Santo Padre vejo o muito bem de sa de disposto alegre Ele disse Realmente estou Estou muito bem Ent o o Papa que o mundo precisava neste momento O Esp rito Santo tem a a sua atua o a sua for a a sua din mica E como que o Papa Francisco no encontro que teve reagiu situa o em Mo ambique que preocupa es que mostrou Ele sempre se preocupou muito com a nossa situa o l Fez v rios gestos de proximidade falando quando visitou Mo ambique depois rezando em v rios momentos telefonando l para n s e depois convidando nos para ir at ao Vaticano fazendo oferta para ajudar os deslocados Ent o ele quis muito saber o que est vamos a passar fez muitas perguntas deixava que eu falasse Pensei que o nosso encontro seria de 3 a 5 minutos foi de 45 minutos S n s Foi muito bom Foi assim um gesto de grande interesse pela periferia Ele mesmo um Papa do fim do mundo da periferia e est a trazer a periferia para o centro A Igreja j n o mais euroc ntrica uma Igreja muito mais universal Veja os cardeais todos que ele nomeou uma Igreja que mostra o rosto verdadeiro de v rias partes do Mundo Isso muito bom porque a Igreja cat lica e cat lica significa Universal Ela n o poder ter o nome e ser depois da Europa Mencionou que uma das coisas que o chamou a frica foi o rescaldo da coloniza o da destrui o e separa o de povos O pr prio Brasil foi v tima desses processos Quando estava no Brasil sentia se isso Sim senti muito isso Quando fiz a minha forma o na poca do militarismo v amos como eram tratadas essas popula es oprimidas os ind genas os negros os sindicalistas aqueles que levantavam a voz O Brasil passou muito para conseguir conquistar direitos Por isso que hoje nos estarrece quando vemos os direitos sendo roubados Estamos dando passos para tr s regredindo na hist ria Todas as conquistas populares est o em perigo no Brasil por causa dessa onda neoconservadora e at de certa forma fascista que tem assustado a popula o De isso tudo n s tivemos experi ncia e depois olhamos para frica vimos essas tend ncias de forma ampliadas Est o a passar aquilo que j pass mos mas claro que n s aqui temos muitos mais anos de independ ncia N s j vimos esse processo acontecer por isso d essa vontade de ajudar nos processos deles

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NOTICIAS Jornal Portugu s 16 02 21 14 Estudo indica que variante do Reino Unido at 70 mais mortal O novo relat rio que se baseia na an lise de cerca de 12 estudos revela que a chamada variante Kent nome do condado onde foi inicialmente identificada provavelmente 30 a 70 mais mortal do que outras variantes A maior transmissibilidade significa que as pessoas que anteriormente estavam entre as de baixo risco de contrair a covid 19 particularmente as mulheres mais jovens e em boa forma f sica est o agora a apanh la e acabam no hospital afirmou Strain A maior transmissibilidade significa que as pessoas que anteriormente estavam entre as de baixo risco de contrair a covid 19 particularmente as mulheres mais jovens e em boa forma f sica est o agora a apanh la e acabam no hospital afirmou Strain Segundo o mesmo especialista isto real ado pelos ltimos n meros de hospitalizados que agora indicam uma propor o de quase 50 50 entre homens e mulheres em compara o com o facto de ser predominante nos homens na primeira vaga Segundo o mesmo especialista isto real ado pelos ltimos n meros de hospitalizados que agora indicam uma propor o de quase 50 50 entre homens e mulheres em compara o com o facto de ser predominante nos homens na primeira vaga Os resultados do Estudo do New and Emerging Respiratory Virus Threats Advisory Group publicado na sexta feira na p gina oficial do Governo brit nivo tem por base uma investiga o preliminar que foi divulgada a 21 de janeiro Os resultados do Estudo do New and Emerging Respiratory Virus Threats Advisory Group publicado na sexta feira na p gina oficial do Governo brit nivo tem por base uma investiga o preliminar que foi divulgada a 21 de janeiro O grupo respons vel pelo estudo inclui peritos de universidades e ag ncias p blicas de todo o Reino Unido O grupo respons vel pelo estudo inclui peritos de universidades e ag ncias p blicas de todo o Reino Unido Os consultores cient ficos do Governo do Reino Unido manifestam ainda preocupa o sobre como as muta es podem alterar as caracter sticas da doen a Os consultores cient ficos do Governo do Reino Unido manifestam ainda preocupa o sobre como as muta es podem alterar as caracter sticas da doen a Estes estudos compararam a hospitaliza o e as taxas de mortalidade entre as pessoas infetadas com a nova variante e com outras A variante do Reino Unido tinha na passada quintafeira uma preval ncia de 43 no n mero de novos casos de covid 19 registados em Portugal revelou naquele dia o primeiro ministro Ant nio Costa A variante do Reino Unido tinha na passada quintafeira uma preval ncia de 43 no n mero de novos casos de covid 19 registados em Portugal revelou naquele dia o primeiro ministro Ant nio Costa Os resultados da an lise s o preocupantes disse o m dico David Strain professor catedr tico da Faculdade de Medicina da Universidade de Exeter e respons vel cl nico da Covid 19 no Royal Devon Exeter Hospital Os resultados da an lise s o preocupantes disse o m dico David Strain professor catedr tico da Faculdade de Medicina da Universidade de Exeter e respons vel cl nico da Covid 19 no Royal Devon Exeter Hospital Um estudo divulgado pelo Governo brit nico indica que a nova variante do novo coronav rus agora predominante no pa s pode ser at 70 mais mortal que as anteriores O novo relat rio que se baseia na an lise de cerca de 12 estudos revela que a chamada variante Kent nome do condado onde foi inicialmente identificada provavelmente 30 a 70 mais mortal do que outras variantes Um estudo divulgado pelo Governo brit nico indica que a nova variante do novo coronav rus agora predominante no pa s pode ser at 70 mais mortal que as anteriores O novo relat rio que se baseia na an lise de cerca de 12 estudos revela que a chamada variante Kent nome do condado onde foi inicialmente identificada provavelmente 30 a 70 mais mortal do que outras variantes

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16 Jornal Portugu s 16 02 21 noticias Catalunha Socialistas ganham mas a maioria independentista Salvador Illa mostrou a sua inten o de comparecer tomada de posse A mudan a chegou para ficar assegurou Com 99 43 dos votos apurados verifica se que os socialistas obtiveram nas elei es marcadas pela pandemia na comunidade aut noma da Catalunha uma baixa participa o de pouco mais de 53 23 dos votos e 33 assentos no Parlamento de 135 lugares o mesmo n mero que a ERC liderada por Pere Aragon s e mais um que os Junts per Catalunya de Laura Borr s A seu lado o bloco separatista ERC Junts e CUP Candidatura de Unidade Popular conseguiu garantir 74 cadeiras seis a mais do que aquelas que havia conquistado h quatro anos e que s o mais do que o necess rio para formar governo Assim a ERC com 21 3 de votos e 33 cadeiras exatamente o mesmo n mero de 2017 ultrapassa os Junts per Catalunya em votos e lugares A forma o liderada por Carles Puigdemont obteve dois lugares a menos do que os obtidos nas ltimas elei es ao atingir 20 dos votos O PSC substituiu o partido Ciudadanos que ganhou as elei es de 2017 mas nem chegou a tentar formar governo Por outro lado o Vox estreia se na c mara catal como a quarta for a e 11 deputados estando deste modo frente da CUP que tem nove lugares O Ciudadanos passa de for a mais votada em 2017 com 36 deputados para apenas seis enquanto o PP ficaria com tr s deputados um a menos que os quatro anteriores O En Com Podem o Podemos da Catalunha fica com oito lugares e o PDeCAT fica fora do Parlamento de referir que a alta absten o fez com que apenas o PSC fosse capaz de superar os votos de 2017 cerca de 606 mil enquanto a ERC a segunda for a mais votada perdeu mais de 360 mil votos de salientar que com este panorama a regi o continuar a ser governada por uma coliga o independentista entre ERC JxCat e CUP j que ser dif cil para os socialistas conseguir algum tipo de coliga o para ter maioria absoluta no parlamento catal o Fez se Hist ria na Catalunha Pela primeira vez o independentismo superou 50 dos votos celebrou o candidato da ERC Pere Aragon s por m ainda que os partidos independentistas tenham somado a maioria absoluta perderam mais de 600 mil votos quando comparado com os resultados de 2017 A seu lado Salvador Illa mostrou a sua inten o de comparecer tomada de posse A mudan a chegou para ficar assegurou Recorde se que nas sondagens boca das urnas o exministro da Sa de Salvador Illa do Partido Socialista da Catalunha PSC foi o mais votado 22 7 que lhe garantiria 34 a 36 lugares no Parlamento num total de 135 mas poder n o ser investido como presidente da Generalitat devido coliga o separatista tal como aconteceu em 2017 quando a candidata do Ciudadanos direita liberal In s Arrimadas venceu Todavia o dirigente foi o verdadeiro vencedor do escrut nio confirmando a mudan a de paradigma com a sua candidatura mesmo em plena pandemia de covid 19 de referir que no total 5 36 milh es de pessoas que residem na Catalunha e outras 255 000 que vivem no exterior foram chamadas a votar hoje A vota o nas urnas caiu 22 5 pontos devido pandemia As elei es deste domingo foram realizadas oito meses antes do fim da legislatura

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noticias Jornal Portugu s 16 02 21 17 Fran a aplica multa de 1 1 milh es de euros Google por pr ticas comerciais enganosas Em causa est o facto de a gigante tecnol gica ter criado e exibido uma classifica o de estrelas de hot is segundo os seus crit rios para refletir apenas a classifica o francesa dos hot is nos motores de busca e mapas Google avan ou um porta voz da empresa ag ncia EFE Fran a aplicou uma multa de 1 1 milh es de euros Google por pr ticas comerciais enganosas Em causa est o facto de a gigante tecnol gica ter criado e exibido uma classifica o de estrelas de hot is segundo os seus crit rios em vez de seguir as recomenda es da Ag ncia de Desenvolvimento Tur stico francesa A Ag ncia de Desenvolvimento Tur stico controlada pelo Estado franc s Atout a respons vel pela atribui o das estrelas dos hot is sendo que em 2019 o Minist rio P blico MP abriu uma investiga o Google ap s v rios hoteleiros se queixarem de uma classifica o enganosa dos alojamentos Fizemos compromissos com a Dire o Geral da Concorr ncia Consumo e Repress o da Fraude francesa DGCCRF e fizemos as altera es necess rias Em comunicado esta segunda feira divulgado imprensa francesa a DGCCRF avan ou que a investiga o demonstrou o car ter enganador da classifica o dos hot is pelo gigante da Internet em particular no seu motor de busca e que a Google Irlanda e a Google Fran a corrigiram as suas pr ticas e concordaram pagar 1 1 milh es de euros como compensa o ap s um acordo com o MP de Paris A investiga o provou que em 30 dos casos a classifica o apresentada pela Google no motor de busca n o correspondia classifica o atribu da pela Atout

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20 Jornal Portugu s 16 02 21 Desporto Sporting P Ferreira 2 0 cr nica Obviamente o candidato Est dio de Alvalade Lisboa N o perguntem mais se o Sporting candidato Vejam no jogar Perante um competent ssimo P Ferreira que chegava a Alvalade com a possibilidade de igualar o Benfica no quarto lugar o Sporting n o come ou por ter a vida facilitada logo a abrir a segunda parte por Palhinha o nome mais falado durante a semana e o melhor em campo em Alvalade E enfim as contas que quando se pergunta a resposta parece sempre igual Pepa montou uma teia que atou o futebol dos le es durante 20 minutos Mas depois um filamento quebrou Rebocho deixou Pedro Gon alves receber na rea ficou nas costas do m dio do Sporting e na tentativa de lhe roubar a bola derrubou o Os dez pontos de vantagem para o FC Porto segundo classificado Os onze pontos para o Sp Braga terceiro classificado E os 13 pontos para o Benfica que segue no quarto posto Contas claras mesmo para quem n o l muito bom a matem tica E quando se v fica claro Deixa de ser preciso questionar Com um dos mais experientes na marca de pen lti o le o n o desperdi ou e de presa passou ao ataque ferindo o rival com um golo de Jo o M rio Vale a pena continuar a perguntar se o Sporting candidato Diante do P Ferreira mais uma prova Clarinha que nem gua Ruben Amorim conseguiu montar uma equipa que parece a receita perfeita para o sucesso uma boa dose de irrever ncia daquela que faz querer ganhar sempre d l por onde der e maturidade qb para n o desesperar quando os caminhos para a vit ria parecem complicar Depois veio a maturidade A experi ncia de uma equipa feita base de mi dos O Sporting baixou o ritmo do jogo e mesmo com o Pa os a subir as linhas e a pressionar mais alto n o tremeu Para melhorar o cen rio verde e branco o 2 0 surgiu bvio que o Sporting n o apenas candidato ao t tulo o candidato

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DESPORTO Jornal Portugu s 16 02 21 21 Moreirense Benfica 1 1 cr nica Empate rf o de ideias num campo onde s sabiam ganhar Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas em Moreira de C negos O Benfica entrou em campo no quarto lugar em Moreira de C negos e n o teve capacidade para se agarrar ao p dio Com um hist rico 100 por cento vitorioso at esta noite no Comendador Joaquim de Almeida Freitas os encarnados n o foram al m de um empate 1 1 que deixa fugir o Sp Braga na tabela classificativa A equipa do Moreirense conquista pela primeira vez pontos em casa s guias atrasando ainda mais um Benfica rf o de ideias e de engenho para criar lances de perigo O resultado ficou selado ainda na primeira parte e o primeiro lugar pode ficar a treze pontos Com Helton Leite na baliza sendo a novidade maior novidade no onze encarnado Lucas Ver ssimo esteve pela primeira vez no banco do Benfica Seferovic ainda indicou o caminho de uma noite tranquila mas tal n o se veio a confirmar Uma grande penalidade cometida por Grimaldo deu a Yan a possibilidade de igualar Desperd cio at ao castigo m ximo Mesmo num jogo encaixado num terreno de dimens es reduzidas e com o Moreirense compacto o Benfica entrou dominador Teve a iniciativa e ia conseguindo lances de finaliza o espor dicos Rafa foi um dos protagonistas desses lances desperdi ando uma oportunidade soberana quando estava completamente isolado Compensou a falha Seferovic marcando logo a seguir com um remate forte na passada a meio do primeiro tempo Com o jogo controlado o Moreirense viu a luz ao fundo do t nel em cima do intervalo com uma maldade de Walterson a Grimaldo ganhando o homem dos c negos uma grande penalidade De p quente Yan marcou pelo terceiro jogo consecutivo mandando tudo para os balne rios em igualdade Pasinato segura e Derik acaba a desperdi ar Manteve se a toada de dom nio encarnado na segunda metade mas com mais dificuldades para criar perigo a juntar a uma maior dificuldade do Moreirense para sair do seu meio campo O Benfica dominava territorialmente mas sem ideias e sem espa o para importunar Pasinato Da um pretenso pen lti revertido pelo rbitro ap s consultar as imagens por indica o do VAR ser motivos para festejos nos encarnados Pizzi Waldschmidt e Pedrinho foram apostas dos encarnados para ganhar poder de decis o mas sem Weigl o Benfica perdeu o equil brio do meio campo e viu o Moreirense crescer para uma reta final aberta Pasinato evitou milagrosamente o segundo dos c negos com uma grande defesa a cabeceamento de Darwin mas foi o Moreirense a acabar por causar calafrios ao Benfica nos instantes finais com duas perdidas de Derik Lacerda Empate a uma bola a premiar um Moreirense tranquilo e organizado a meio da tabela perante um Benfica claramente parco em ideias e em fantasia ofensiva voltando a escorregar na Liga

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22 Jornal Portugu s 16 02 21 Desporto Santa Clara Sp Braga 0 1 cr nica Guerreiros mas pouco Mas foi suficiente para ganhar nos A ores Com a possibilidade de se aproximar do FC Porto na tabela classificativa o Sporting de Braga chegou aos A ores com vontade de dominar a partida desde o in cio A equipa de Carvalhal no seu estilo pr prio assumiu a posse de bola perante um Santa Clara que procurava tapar os espa os para dificultar a ofensiva do advers rio Para os a orianos o Sp Braga at podia ficar dono da bola desde que a mantivesse longe da baliza de Marco Mas os minhotos foram progressivamente aproximando se da baliza contr ria e iriam colher os frutos disso Aos 10 minutos depois de um canto Borja aproveitou a bola a pingar entrada da rea e disparou um remate fort ssimo que s acabou no fundo das redes de Marco Um gola o de p esquerdo E 1 0 para o Sp Braga O jogo jogo tornou se de fei o para a equipa de Carlos Carvalhal O Sp Braga trocava a bola a seu bel prazer sem imprimir muita intensidade mas a controlar as inst ncias do encontro Por outro lado o Santa Clara pouco agressivo tinha dificuldades em sair a jogar fruto da press o alta do conjunto bracarense Os a orianos sem rasgo pareciam conformados com o resultado Quando o conjunto de Daniel Ramos tinha a bola os arsenalistas preenchiam o campo e subiam a linha defensiva at ao meio campo Ao longo de todo o primeiro tempo os a orianos tiveram muitas dificuldades em chegar baliza contr ria e Matheus nunca foi realmente posto prova Aos 42 minutos o lance de maior perigo criado pelo Santa Clara por bola parada Um livre colado ala direita Lincoln cruzou puxado baliza e obrigou o guardi o bracarense a um al vio atento Ali s a reta final da primeira parte foi o melhor per odo do conjunto a oriano que finalmente ganhou vivacidade e instalou se no meio campo contr rio Contudo sem nunca criar oportunidades de golo devido defesa do Sp Braga que solid ria foi sempre aliviando as investidas a orianas A falta de intensidade do primeiro tempo parecia ter sido ultrapassada nos instantes iniciais da segunda parte Aos 48 minutos Carlos J nior tentou surpreender Matheus com um remate do meio da rua e na resposta Horta podia ter ampliado a vantagem para o Sp Braga mas o remate saiu fraco Mas o jogo voltou a ficar morno Com o desenrolar do segundo tempo o Santa Clara apareceu com outra disposi o e assumiu a posse de bola O Braga facilitou e come ou a ressentir se do elevado n mero de jogos em pouco tempo Os a orianos aproveitaram e instalaram se perto da baliza de Matheus obrigando a defesa minhota a trabalhos refor ados O Sp Braga mais ap tico parecia j n o ter for as para assegurar as r deas do encontro Aos 62 minutos em novo livre Lincoln obrigou Matheus a uma defesa crucial o lance simboliza o calcanhar de Aquiles da equipa a oriana que continuava com dificuldades em criar lances de perigo a n o ser de bola parada Carvalhal vendo as dificuldades a crescer mexeu na equipa aos 67 e meteu de uma assentada Gait n Piazon e Soprar e a equipa ficou mais equilibrada O jogo ficou repartido e o Braga conseguiu voltar a organizar se no terreno para dificultar as investidas a orianas Contudo a equipa minhota j s estava interessada em segurar a vantagem tangencial nos A ores E conseguiu em esfor o perante o Santa Clara que ainda tentou amea ar as redes contr rias na reta final mas que demonstrou sempre falta de crit rio no ltimo passe

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DESPORTO Jornal Portugu s 16 02 21 23 FC Porto Boavista 2 2 cr nica O d rbi dos fantasmas e do ponto que n o mata a fome Procurar culpados sempre mais f cil fora de casa Bater a porta guardar a chave no bolso e apontar o dedo aos outros O FC Porto pode ter raz o em muitas das acusa es feitas nos ltimos dias mas ningu m resolve os problemas do mundo sem antes perceber o que se passa dentro das suas quatro paredes O FC Porto tem quest es mais urgentes do que as arbitragens muitas vezes m s sim com que se preocupar A primeira parte do d rbi contra o Boavista podemos voltar a trat lo por Boavist o tratou de provar ao mundo azul e branco precisamente isso At ao intervalo o FC Porto montou o Rocinante deu duas de letras com o Sancho Pan a desta vida um amigo imagin rio provavelmente suspirou pela Dulcineia leia se t tulo nacional e lan ou se sobre moinhos de vento que mais n o eram do que fantasmas inofensivos Cervantes escreveu o melhor do que ningu m prov vel que S rgio Concei o e respetivo plantel n o leiam os grandes cl ssicos da literatura e que Dom Quixote lhes seja um nome estranho mas a analogia pode muito bem explicar o que foi ou n o foi o campe o nacional no primeiro tempo FICHA DE JOGO E AO MINUTO DO D RBI Disso n o teve culpa um Boavista de pose intelectual e perfeitamente conhecedor dos seus direitos e deveres O professor Jesualdo enjaulou o 4x4x2 desinspirado dos drag es num 5x3x2 el stico e pr tico fort ssimo a defender e venenoso a atacar Com a bola no p havia apenas duas alternativas o conforto do p direito de Angel Gomes e a busca da profundidade nos piques irresist veis de Alberth Elis Anotem bem isto em 45 minutos o Boavista fez dois golos Jackson Porozo de cabe a ap s um canto e Elis claro depois de uma fuga de Ricardo Mangas na esquerda e o obrigou Marches n a duas grandes defesas O FC Porto insistimos andou a investir de lan a em punho sobre nada nem ningu m a n o ser os seus pr prios fantasmas S rgio Concei o foi o primeiro a perceb lo e no balne rio mudou tudo N o deve ter ficado pedra sobre pedra na palestra do treinador Sa ram tr s jogadores Diogo Leite Jo o M rio e F bio Vieira entraram outros tr s Grujic Zaidu e Ot vio mas as mudan as foram muito al m disso O FC Porto passou a sentir o cora o a bater acusou o chamamento da realidade e a urg ncia da responsabilidade Atacou arriscou obrigou um grande Boavista a baixar linhas e a sofrer Consequ ncia os drag es marcaram por Taremi 54 minutos por S rgio Oliveira 82 pen lti e ficaram com mais 13 minutos pela frente para agarrarem os tr s pontos DESTAQUES DO JOGO Elis o diabo do xadrez A j com o jogo estendido ao comprido em dire o baliza de L o Jardim e o FC Porto de Concei o a exibir a melhor vers o foi a altura de entrar o drama e a emo o em campo Agarrem se com for a pois poucos aguentariam dois socos assim primeiro S rgio Oliveira disparou um segundo pen lti ao poste de L o Jardim depois o FC Porto marcou mesmo e festejou antes de o VAR identificar uma m o de Evanilson e alertar o rbitro Manuel Mota para a ilegalidade da celebra o azul e branca a imagem do rookie Francisco Concei o agarrado ao pai a chorar ser certamente uma das mais fortes da poca Nada a dizer ou a fazer o FC Porto foi castigado pelos primeiros 45 minutos horr veis e j n o teve for as para mais neste d rbi de loucos o Boavista resistiu ao ataque total do vizinho sobre si devidamente amparado numa vantagem que fez por justificar no primeiro tempo Um ponto pouco muito pouco para qualquer um dos lados Sabe a p o e gua em poca de fome e sede Longa se torna a espera quando se persegue o que dificilmente existe

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24 Jornal Portugu s 16 02 21 DESPORTO V Guimar es Rio Ave 1 3 cr nica Arte dos contragolpes Contragolpes letais em nove minutos Depois da tempestade os tempos parecem ser de bonan a em Vila do Conde O Rio Ave venceu o segundo jogo consecutivo na era Miguel Cardoso saindo vitorioso do D Afonso Henriques com uma grande dose de pragmatismo 1 3 O Vit ria de Guimar es come ou por dominar o jogo entrou com maior predisposi o para assumir as despesas do encontroo e procurar com mais afinco a baliza advers ria Em contraponto o Rio Ave n o se envergonhou a baixar linhas e esperar pelo erro do advers rio Os rio avistas puseram em campo a arte do contragolpe e mesmo com uma postura retra da convidando o advers rio ao erro aos 32 minutos j venciam por duas bolas a zero Carlos Man Camacho e Dala o trio da frente impuseram a sua velocidade e trataram de mexer com o marcador Assumindo as r deas do jogo mas sem solu es sendo os cruzamentos de Quaresma previs veis e de f cil resolu o at Bruno Varela se juntou noite cinzenta do Vit ria oferecendo o terceiro aos vilacondenses no segundo tempo numa fase em que os vimaranenses tinham um golo de desvantagem e amea avam entrar no jogo Foi ex mio nessa estrat gia a equipa de Vila do Conde marcando dois golos em nove minutos com processos simples e letais Man fez o primeiro ao minuto 23 isolado por Dala ap s uma recupera o de bola cir rgica Nove minutos depois Dala voltou a estar letal no passe isolado desta vez Camacho para de um forma pouco previs vel deixar os vila condenses a vencer por duas bolas a zero quando estava decorrido pouco mais de meia hora Oferta a travar rea o Foi completamente envolvido na teia rio avista o Vit ria que se exp s ao erro de um Rio Ave que parecia algo alheado do jogo esperando apenas pelo momento certo pela desorganiza o advers ria para criar perigo de forma repentina Apenas de pen lti o Vit ria teve astucia para relan ar o jogo ao punir falta de Filipe Augusto sobre Andr Andr Quaresma foi o batedor apenas segunda na recarga abanou com as redes e reabriu o jogo Foram poucos minutos mas o Vit ria realmente mostrou que podia lutar por pontos Mas a vantagem durou apenas quatro minutos Quatro minutos depois Varela cometeu um erro gigante e deu a Dala a chave do jogo permitindo ao Rio Ave fazer o terceiro e a sim selar o triunfo para os vila condenses que vencem pela segunda jornada consecutiva passando a estafeta do mau momento equipa vimaranense

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25 Jornal Portugu s 16 02 21 DESPORTO Nacional Farense 2 3 cr nica Lanterna vermelha iluminou jogo eletrizante na Choupana Duas equipas em momentos de forma bastante distintos quatro jogos sem perder do Nacional e quatro sem ganhar do Farense encontraram se na Choupana num jogo que teve um in cio algo periclitante mas com intensidade em crescendo e uma segunda parte de luxo Aos 14 minutos a equipa da casa podia ter aproveitado um lapso dos algarvios numa jogada dividida entre Camacho e Thill mas o remate do luxemburgu s foi travado por Defendi que desviou para canto Depois de uma primeira parte sem golos mas com algum interesse em que o Nacional esteve melhor durante a maior parte do tempo o Farense cresceu nos ltimos minutos deixando antever um segundo tempo animado recuperar a intensidade ofensiva mas o golo que reduziu a margem farense foi obtido por um defesa De fora da grande rea Jo o Vig rio encheu o p e rematou para o fundo das redes num golo de belo efeito No reatamento os comandados de Jorge Costa reentraram com a mesma intensidade e o golo esteve bem perto aos 49 minutos quando Lic surgiu na grande rea para rematar rente relva passando por baixo das pernas de Piscitelli Valeu um ligeiro toque do guarda redes italiano que fez a bola sair por meros cent metros ao lado tocando ainda as malhas e dando a ilus o de golo Pouco depois Rochez podia ter dado o empate mas atrapalhou se e perdeu a bola pela linha de fundo No entanto era claro que o jogo estava vivo e animado na Choupana com sucess o de ocasi es de golo para ambos os lados e uma rea o da forma o da casa que se revelava cada vez mais perigosa ao passo que nos contra ataques o Farense tamb m amea ava com o terceiro golo Desde o pontap de sa da o Nacional estava mais agressivo no ataque e seguro na defesa pressionando o advers rio e impedindo a constru o de jogo desde o setor mais recuado Mas a pouca clarivid ncia e precipita o no ltimo ter o levou a equipa madeirense a cometer alguns erros que impediam o melhor aproveitamento das jogadas Esse foi um aut ntico virar de p gina no jogo j que o Farense disp s de tr s ocasi es bastante claras com cinco cantos em apenas seis minutos a levar os homens da casa ao sufoco antes da estocada final num golo apontado por Andr Pinto aos 51 minutos De cabe a o central respondeu da melhor maneira a um pontap de canto levantado por Lucca e que Piscitelli n o conseguiu travar Aos poucos os homens de Faro iam chegando grande rea contr ria conquistando alguns lances de bola parada que todavia n o criavam perigo Entre os 20 e os 30 minutos o Farense assumiu o dom nio do encontro instalando se no meio campo advers rio mas sempre sem encontrar o melhor seguimento para as jogadas e praticamente sem incomodar Piscitelli Dois minutos depois Gauld caiu na grande rea mas o rbitro mandou seguir antes do in cio da rea o da equipa alvinegra que teve a melhor oportunidade para equilibrar o marcador aos 56 minutos Na cobran a de um livre direto Vincent Thill rematou para o ngulo da baliza de Defendi no que j parecia um golo certo mas que o veterano guardi o brasileiro desviou para canto com uma defesa impressionante Foi preciso esperar pela meia hora de jogo para que se visse nova rea o do Nacional com um remate do meio da rua de Azouni que obrigou Defendi a aplicarse para impedir o golo A melhor oportunidade para o Farense chegou aos 42 minutos quando Madi Queta tentou colocar no poste mais distante e rematou para uma estirada impressionante de Piscitelli na sequ ncia de uma boa jogada com a chancela de Ryan Gauld Estava nitidamente mais desenvolto o Farense e mais atrapalhado o Nacional quando a forma o algarvia chegou ao segundo tento Aproveitando um mau passe de Vig rio Madi Queta n o se fez rogado perante o desposicionamento dos homens da casa e descobriu Ryan Gauld livre de marca o entrada da rea Em posi o privilegiada o escoc s n o vacilou e atirou para o fundo das redes Lu s Freire mexeu na estrutura da equipa procurando Perante o equil brio que se evidenciava o golo do empate n o era de descurar e aos 83 minutos Rochez cruzou para o interior da grande rea encontrando Pedro Mendes que desviou para a baliza Durou pouco tempo contudo o lan insular porque na cobran a de um livre o Farense foi mais feliz num lance algo confuso chegando ao terceiro golo quando parecia ser o Nacional a equipa mais habilitada a completar a reviravolta No meio da confus o Pedro Mendes que dera a igualdade aos alvinegros introduziu a bola na pr pria baliza O Nacional ainda procurou reagir nos ltimos minutos chegando com perigo perto da baliza de Defendi mas sem felicidade suficiente para voltar a nivelar o resultado Final eletrizante para um jogo marcado pela intensidade pelos golos e pela incerteza no resultado

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26 Jornal Portugu s 16 02 21 DESPORTO Famalic o Belenenses 0 0 cr nica Pior defesa pior ataque empate a zero A pior defesa Famalic o contra o pior ataque Belenenses terminou com uma igualdade a zero As duas equipas n o sa ram do nulo num jogo entediante que beneficia mais os azuis do restelo que j v o no s timo empate sem golos da temporada do que os famalicenses que continuam em zona de despromo o Foi o primeiro ponto conquistado por Jorge Silas desde que chegou ao Famalic o O t cnico tem ainda muito trabalho pela frente numa equipa que abunda juventude e irrever ncia mas que falta muita experi ncia onze inicial com uma m dia de idades inferior a 23 anos J Petit conseguiu levar a gua ao seu moinho e de pontinho em pontinho vai conseguindo atingir os objetivos da turma de bel m Num jogo entre duas equipas a necessitar urgentemente de pontos mais o Famalic o que entrava para esta jornada na pen ltima posi o era expect vel que as forma es entrassem cautelosas Ambas j n o ganhavam h quatro jogos contudo o Belenenses vinha de dois empates moralizadores em casa frente ao FC Porto e em Guimar es com o Vit ria Silas fez apenas duas altera es em rela o ao desaire na Luz Sa ram Babic e Herrera e entraram Riccieli e Alexandre Guedes J Petit mudou apenas um homem saiu o castigado Gon alo Silva e entrou Diogo Calila E o que se esperava aconteceu Os dois coletivos entram a estudar se mutuamente e o rigor t tico imperou durante todo o primeiro tempo O Famalic o ainda procura identificar se com o treinador fez apenas dois jogos e uma identidade para a equipa Do onze inicial apenas dois jogadores faziam parte do plantel do ano passado e seis chegaram apenas na reabertura do mercado em janeiro Num 4 3 3 os da casa sentiram muitas dificuldades em fazer ligar o seu jogo e furar as linhas advers rias J do outro lado estava uma equipa madura que sabe o que faz e quando o faz embora nem sempre o fa a bem Os azuis do restelo jogavam na expetativa espera de um erro advers rio para sair no contragolpe ou ent o tentavam chamar os famalicenses para o seu meio campo para depois esticar o jogo nas costas Por isso n o foi de estranhar quase n o haver oportunidades de golo Apenas duas exce es uma para cada lado a confirmar a regras Primeiro foi Tom s Ribeiro ap s canto a aparecer ao segundo poste a rematar para excelente interven o de Luiz J nior Na resposta Gil Dias aproveitou o passe de Patrick William para entrar na rea e em boa posi o rematar malha lateral Vira o disco e toca o mesmo Se este jogo fosse um disco em vinil teria dois lados A j que a segunda metade foi uma c pia do primeiro tempo O Famalic o com mais iniciativa de jogo enquanto o Belenenses continuava na expetativa e espera da falha do opositor Ocasi es de golo Nada Algumas aproxima es s balizas e pouco mais De um lado Afonso Sousa rematou de longe para defesa de Luiz J nior para canto Do outro foi Anderson a rematar meia volta j na rea ligeiramente por cima da barra E foi s Os t cnicos foram refrescando as equipas mas percebia se que ambos estavam satisfeitos com o ponto conquistado Se por um lado o Belenenses tinha como objetivo n o perder e se conseguisse ganhar j o Famalic o queria ganhar mas a determinado momento percebeu que um ponto era melhor do que zero Saiu castigado o futebol e os adeptos que viram o jogo sem o seu principal condimento o golo

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27 Jornal Portugu s 16 02 21 DESPORTO Portimonense Gil Vicente 4 1 cr nica Algarvios sorriem em dia de ver o antecipado Num dia em que o sol voltou a brilhar de forma intensa no Algarve o Portimonense alargou o sorriso com uma vit ria sobre o Gil Vicente que lhe permite ganhar f lego na fuga aos ltimos lugares deixando por outro lado os minhotos numa situa o mais apertada Depois dos bons sinais dados em Pa os de Ferreira 0 0 na ltima ronda a equipa de Paulo S rgio voltou s vit rias depois de uma s rie de quatro rondas em que somou dois empates e duas derrotas O jogo n o podia ter come ado melhor para os algarvios Canto da direita marcado por Salmani e cabe ada de Maur cio junto ao primeiro poste quando estava a come ar o segundo minuto do jogo Uma entrada em grande para os algarvios que provocou uma rea o imediata dos minhotos e abriu espa o para um jogo animado de parada e resposta com dois japoneses em plano de destaque De um lado Anzai a dar largura ao ataque do Portimonense subindo muitas vezes pelo flanco Do outro Fujimoto que parece ter ganho moral depois do golo marcado ao Sporting muito solto e dispon vel no lado direito do ataque do Gil O Gil Vicente procurava trabalhar o jogo para chegar rea do Portimonense e tentar servir Samuel Lino enquanto o Portimonense optava muitas vezes por lan amentos em profundidade procura das subidas de Moufi e Aylton Boa Morte O Gil Vicente sem fazer muito por isso viu o empate cair lhe do c u Numa bola alta Maur cio parecia ter o lance controlado mas talvez ofuscado pelo sol deixou a bola escorregar da cabe a para o bra o Havia d vidas no lance mas o ar comprometido do central acabaria por confirmar o veredito do VAR Artur Soares Dias apontou para marca dos onze metros e Samuel Lino bateu Samuel Portugal Estava feito o empate mas o jogo continuava animado e logo a seguir o Portimonense recuperou a vantagem Mais um lan amento em profundidade de Maur cio recolhido por Moufi que serviu Aylton Boa Morte O avan ado fez um compasso de espera tirou um advers rio da frente e passou atrasado para o remate impar vel de Salmani Num pice os algarvios recuperavam a vantagem inicial e at ao intervalo podiam ter aumentado a diferen a Primeiro num novo remate de Salmani pouco depois num lance individual de Moufi que entrou em drible na rea e rematou ao poste Ricardo Soares reformulou o onze para a segunda parte prescindindo de Talocha e Jo o Afonso para lan ar Henrique Gomes e Lucas Mineiro Altera es que procuravam corrigir as dificuldades dos minhotos em controlar as bolas longas dos algarvios Por um lado o Gil Vicente pareceu mais equilibrado em termos defensivos mas por outro era evidente que estava a perder capacidade para incomodar os algarvios no ataque Pelo contr rio a equipa de Paulo S rgio entrou muito confort vel na segunda parte a controlar o jogo com bola fazendo rolar o esf rico desgastando o advers rio e mantendo a bola bem longe da rea de Samuel O Gil Vicente n o conseguia desenhar um lance de ataque mas a margem m nima deixava tudo em aberto at que Aylton Boa Morte em grande momento de forma acabou com as d vidas que restavam Na sequ ncia de um canto da direita o avan ado recebeu a bola na quina da rea puxou para dentro e atirou a contar com o p esquerdo Um golo de belo efeito que acabava com as ltimas pretens es dos visitantes Mas num dia de aut ntico ver o o Portimonense ainda tinha mais para dar e Dener ainda foi a tempo de lan ar Beto para o quarto golo O avan ado que tinha saltado do banco sentou primeiro Ygor Nogueira no relvado depois rematou cruzado sem hip teses para o guarda redes do Gil Vicente Um dia de ver o feliz para os algarvios que d o um salto at ao 11 lugar da classifica o deixando o advers rio cinco degraus mais abaixo apesar da diferen a ser apenas de tr s pontos

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28 DESPORTO Jornal Portugu s 16 02 21 Ta a Estoril Benfica 1 3 cr nica guia est bem e recomenda se O paciente Benfica apresenta melhoras significativas e recomenda se A equipa de Jorge Jesus foi Amoreira bater o tomba gigantes Estoril por 3 1 e deu um passo significativo para voltar final do Jamor Tal como no encontro com o Famalic o a equipa de Jorge Jesus voltou a entrar no jogo com uma intensidade impressionante mas desta vez soube gerir melhor o f lego Os canarinhos at marcaram primeiro contra a corrente da partida mas equipa da Luz chegou ao empate em cima do intervalo depois virou o jogo na segunda parte com mais tranquilidade e com mais dois golos Jorge Jesus surpreendeu ao apostar em Diogo Gon alves para lateral direito mas foi no ataque que o Benfica implementou uma din mica eletrizante desde o primeiro apito de Ant nio Nobre Com o regressado Rafa Silva a descair sobre a direita Everton do lado contr rio e Pedrinho nas costas de Darwin os lisboetas entraram no jogo a todo o g s com uma forte intensidade e a circular a bola a uma velocidade estonteante depois de montar um carrocel em frente rea de Thiago Rodrigues Uma din mica incr vel que obrigou o Estoril a recuar em toda a linha a defender com uma linha de cinco com Rosier a recuar para o meio dos centrais refor ada com mais uma linha de quatro O Benfica procurava entrar por todos os lados com as constantes movimenta es de Rafa Pedrinho e Everton a baralharem por completo as marca es dos canarinhos Foram vinte minutos impressionantes mas muitas vezes com o Benfica a ser tra do pela pr pria velocidade e sofreguid o que procurava implementar com muitas precipita es no momento da finaliza o Ainda assim o Benfica contou neste per odo com duas oportunidades flagrantes ambas protagonizadas por Rafa Silva em grande momento de forma depois de ter descansado nos ltimos jogos Na primeira aos 14 minutos o extremo veio da esquerda para o centro em drible passando por quatro advers rios antes de rematar cruzado com a bola a passar perto do poste Logo a seguir Pedrinho no interior da rea deu de calcanhar para a entrada de Rafa que picou a bola sobre Thiago Rodrigues mas a bola foi caprichosamente trave S dava Benfica e o Estoril sentia tremendas dificuldades para sair da teia montada pelos encarnados no entanto na primeira vez que o Estoril conseguiu sair a jogar aos 24 minutos pelo lado de Diogo Gon alves Jo ozinho sobre a esquerda ganhou a linha de fundo e cruzou para o segundo poste Everton falhou o corte e Murilo amorteceu para o remate de Andr Vidigal boca da baliza Contra a corrente do jogo o Estoril chegava vantagem e ao mesmo tempo conseguia quebrar o ritmo de jogo O Benfica acusou o golo sofrido perdeu velocidade perdeu intensidade e por instantes permitiu ao Estoril ter mais bola O jogo ficou subitamente equilibrado e mais sereno apesar da indigna o de Jorge Jesus junto linha a pedir linhas mais juntas mais largura e novamente mais press o sobre os canarinhos A equipa da Luz demorou a recuperar a intensidade mas acabou por chegar velocidade cruzeiro nos instantes finais depois de um remate de Pizzi de fora da rea a dar o mote O Benfica voltou a pressionar em toda a linha fixando o jogo numa faixa curta de trinta metros mesmo entrada da rea canarinha O golo voltou a estar iminente com destaque para uma espetacular defesa de Thiago Rodrigues a uma cabe ada de curta dist ncia de Darwin Logo a seguir pontap de canto de Pedrinho da direita desvio de Gabriel junto ao primeiro poste e cabe ada certeira de Darwin que s teve de encostar Mesmo em cima do intervalo o Benfica chegava ao empate A segunda parte come ou com um ritmo bem mais baixo mas novamente com o controlo total do Benfica que mantinha as linhas subidas embora com menor press o sobre o detentor da bola Agora com menos velocidade mas com mais cabe a a equipa de Jorge Jesus procurava tirar dividendos da boa circula o de bola que conseguia manter bem perto da rea de Thiago Rodrigues O Estoril ainda ensaiou um ataque com Andr Vidigal a trabalhar bem na esquerda mas Soria rematou depois muito torto Mas era o Benfica que voltava a mandar no jogo Bruno Pinheiro lan ou depois alguns trunfos que tinha guardado no banco com destaque para Gamboa habitual titular enquanto Jorge Jesus recuperava o figurino tradicional juntando Seferovic a Darwin na frente de ataque O su o entrou bem no jogo e depois de duas amea as incluindo uma assist ncia em posi o ilegal para um golo anulado a Rafa acabou mesmo por assinar a reviravolta Everton picou a bola para a rea Rafa combinou com Darwin e rematou Hugo Basto ainda cortou mas a bola sobrou para o su o que rematou forte com o p esquerdo para a reviravolta Com o Estoril em n tida quebra o Benfica manteve a press o e pouco depois acabou por chegar ao terceiro com Taarabt que tinha rendido o apagado Pizzi a descer pela direita e a tocar para Darwin que bisou no jogo O Estoril ainda teve f lego para tentar voltar a entrar na eliminat ria e at esteve perto de reduzir a diferen a com destaque para dois remates de Miguel Crespo a grande figura deste Estoril para duas grandes defesas de Helton Leite Nesta altura o Benfica j geria a vantagem procurando menos a profundidade e trocando a bola diante de um advers rio que lutou at final por um resultado mais acess vel para o segundo jogo na Luz O jogo ficou ao final com uma vantagem confort vel para o Benfica com tr s golos marcados fora e com a equipa a corresponder s melhoras anunciadas por Jorge Jesus na antevis o do jogo